"Passando esse período, deve ser encerrado", respondeu ele quando perguntado sobre a possibilidade de a ajuda ser estendida
Por FOLHAPRESS
09/11/20 - 18h55
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O ministro do Turismo esteve nesta segunda-feira em Belo Horizonte, onde participou da cerimônia de inauguração da Funarte Liberdade
Foto: PC
O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio afirmou nesta segunda (9), durante o evento de inauguração da Funarte Liberdade, em Belo Horizonte, que a Lei Aldir Blanc, de auxílio ao setor cultural, não deve ter continuidade no pós-pandemia. E disse que não há planos de uma implementação de programa análogo. "Esse (programa de auxílio à cultura) é para este momento da pandemia. Passando esse período, deve ser encerrado", respondeu ele quando perguntado sobre a possibilidade de o auxílio ser estendido.
Com o auxílio emergencial geral, aquele destinado não só aos trabalhadores da cultura, a história pode ser diferente. Em Brasília, na última sexta-feira (6), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que ainda deseja implementar o Renda Brasil e defendeu que a nova assistência seja fruto da unificação de programas sociais existentes hoje. A ideia, que incluiria a fusão do abono salarial, já foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro.
As conversas sobre o novo benefício, que seria uma reformulação do Bolsa Família, ganharam força após o auxílio emergencial entrar em vigor. Considerado necessário pela equipe econômica, acabou virando uma armadilha, na visão de técnicos. A conclusão é que o Congresso só aceitaria o fim do auxílio emergencial se houvesse reforço nos programas de assistência existentes hoje.
A Lei Aldir Blanc destina R$ 3 bilhões para o pagamento de auxílio emergencial a trabalhadores da cultura, além de subsídios a espaços culturais e editais e prêmios.
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