quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Eleições em BH: Andrada diz que educação é caminho para valorização da mulher



Candidato do Republicanos diz que escola é o primeiro passo para tratamento igualitário entre homens e mulheres



Foto: Divulgação Assessoria
Por ELISÂNGELA ORLANDO
13/10/20 - 17h27


O deputado federal e candidato do Republicanos à Prefeitura de Belo Horizonte, Lafayette Andrada, disse nesta terça-feira (13), que a educação é o caminho para o reconhecimento e independência da mulher. “Isso tem a ver com a cultura. A mulher é inferiorizada nos trabalhos, nas suas atividades. Muitas vezes, pelo mesmo serviço que um homem faz, elas recebem um salário menor. Nas escolas, vamos dar o primeiro passo para esse tratamento igualitário que a mulher precisa ter”, afirmou.

Outra bandeira levantada pelo postulante à PBH é a obrigatoriedade da anestesia no parto, se esse for o desejo da mulher. No último domingo, nasceu a primeira filha de Andrada, que já é pai de dois meninos. A bebê recebeu o nome de Gabriella Atyê Ribeiro de Andrada.

“Acompanhei todo o parto da minha esposa. Foi um parto normal, humanizado, que durou 36 horas, mas com acesso a todos os recursos. Depois, o médico me informou que, no SUS, menos de 10% das mulheres têm acesso à anestesia no parto e isso é realmente muito grave. A anestesia é um direito que a mulher tem se ela julgar que seja necessário. Isso vai ser uma bandeira na minha vida e, como prefeito, vai ser uma exigência”, afirmou Andrada.


Belo Horizonte já dispõe de legislação específica sobre o assunto. A lei municipal nº 10.843, de 18 de setembro de 2015, instituiu o plano municipal para humanização do parto. De acordo com o artigo 4º, diagnosticada a gravidez, a gestante terá direito à elaboração de um Plano Individual de Parto (PIP). Um dos pontos contemplados no PIP, conforme o artigo 6º da legislação, é a possibilidade de a gestante optar ou não por receber anestesia. Feita a escolha, porém, não pode haver mudança, a não ser que a segurança do parto ou a saúde da mãe ou do recém-nascido exigirem.

Traficante liberado

A reportagem de O TEMPO questionou Lafayette Andrada, que foi relator do pacote anticrime no Congresso Nacional, se ele acredita que sua candidatura à PBH pode sofrer algum tipo de impacto devido ao caso do traficante André do Rap, que teria conseguido sair da prisão graças à lacuna no artigo 316 do Código de Processo Penal, que determina que os fundamentos da prisão preventiva devem ser reavaliados a cada três meses.

“Não vejo assim, não. É o contrário. É até bom para ver que o Lafayette é uma pessoa que trata de temas nacionais, de temas de importância para toda a sociedade, sem medo, com coragem. E isso é importante, pois coragem que é uma qualidade que o prefeito precisa ter para enfrentar os desafios”, respondeu o candidato Lafayette Andrada.

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